mascavinhas


Imagem: Cuckoo Comics 


O contínuo e a secretária

 

Fim da manhã na repartição:

 

Serviços-gerais (choroso): Ué, cadê minha maçã?

 

...silêncio...

 

Sg (subindo o tom): Aê! Quem comeu minha maçã?!

 

...silêncio maior, constrangimento também...

 

Sg (putol): Sacanagem! Roubaram o meu almoço!!!!!

 

Indignação geral em torno da geladeira, os colegas se aproximam: “Que absurdo!”, “Onde já se viu?”, “Um ladrão de almoço!”, “Por isso que esse país não vai pra frente...”

 

Passadas algumas horas, o Serviços-gerais me intercepta no corredor e puxa do bolso uma cartela vazia de Lactopurga: “Deixei na geladeira uma Coca-cola pro ladrão. O primeiro que se borrar vai ter que me pagar um almoço!”



Escrito por mascavinhas às 11h26
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Lembranças do Pixinga 2006

 

Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Depois um dia inteiro de chuva, São Pedro dá um tempo e o público comparece à concha acústica. No palco, o Jongo da Serrinha acompanha Xangô da Mangueira, que canta em primeira pessoa:

 

Diretor de harmonia

Jorge Zagaia e Xangô a Mangueira

 

Sou eu o diretor de harmonia

Apito para entrar a bateria

Sou eu é quem manda o mestre-de-sala

Apresentar a porta-bandeira Maria

 

Se estou errado me perdoa

Eu sou o samba em pessoa

Você já pensou quando a velhice chegar

E eu não puder mais sambar

 

Outro momento inesquecível: Xangô e o Jongo se juntando ao mineiro Tavinho Moura em Cálix bento, no último número da noite.



Escrito por mascavinhas às 11h18
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Imagem: Foto Search 

 

Aeroflot, neon e Lênin de cera

 

Vendaval em pessoa, nossa Bacha mal chegou do Leste e já prometeu contribuições ao nosso blógue. Textos, imagens, enigmas, aulas de russo... uma beleza.

 

Fiquei no aguardo de sua avalanche de informações e nada. Lhufas. Neca. Patavina! A pequena inda teve a pachorra de publicar suas impressões sócio-econômicas da Rússia num site concorrente, vejam vocês.

 

Ainda assim, humilde que sou, linko aqui o (ótimo) texto de nossa querida Bacha no site de Miram Leitão.



Escrito por mascavinhas às 10h46
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Imagem: K-Plus

 

Lembranças do Pixinga 2006

 

Palácio da Cultura, em Boa Vista (Roraima). A toada Arrumação (Elomar), na cantoria do piauiense Chico Aafa, do catarinense Luiz Gayotto e do grupo paulista Qu4tro a Zero:

 

Josefina sai cá fora e vem vê

Olha os fôrro ramiado vai chovê

Vai trimina riduzi toda a criação

Das banda da lá do ri Gavião

Chiquêra prá cá já ronca a truvão

 

Futuca a tuia, pega o catadô

Vamo plantá feijão no pó

 

Mãe Purdença inda num culheu o ai

O ai rôxo essa lavora tardâ

Diligença pega panicum balai

Vai cum tua irmã, vai num pulo só

Vai colhê o ái, ái da tua avó

 

Futuca a tuia, pega o catadô

Vamo plantá feijão no pó

 

Luã nova sussarana vai passá

"Sêda branca" na passada ela levô

Ponta d'unha lua fina risca no céu

A onça prisunha a cara de réu

O pai do chiquerô a gata comeu

 

Foi um truvejo c'ua zagaia só

Foi tanto sangue de dá dó

 

Os ciganos já subiro bêra ri

É só danos todo ano morca vi

Paciência já num güento a pirsiguição

Já sô um caco véi nesse meu sertão

Tudo qui juntei foi só prá ladrão

 

Futuca a tuia, pega o catadô

Vamo plantá feijão no pó

 

PS: Na ausência de tecla SAP, quem quiser entender a letra que vá arrumar um glossário!



Escrito por mascavinhas às 00h22
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El Golda en la tierra del fútbol brillante

 

É chegado o dia dos compadres aderirem à manada de brasileiros que, aproveitando os preços camaradas n’Argentina, vão às terras vizinhas se encher de empanadas, alfajores e vinhos.

 

Que eles façam boa viagem e voltem com energia de sobra para a irmã da Clarinha que está a caminho (de nome Luísa, ainda que provisório).

 

Periga é o casal esbarrar na rua com Batistuta e o compadre – viúva do ex-atacante argentino – resolver não voltar... Que ele tenha juízo e lembre que tem mulher e filhas pra alimentar.



Escrito por mascavinhas às 00h20
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Eurico passeia à vontade em sua mansão em Miami / Imagem: Lycos

 

Varredura

 

E não é que o mundo parece ter jeito...?

 

Dois dias após perder o companheiro de orgia, Eurico Miranda teve o registro de sua candidatura a deputado federal cassada por unanimidade no TRE-RJ. Agora, pra ficar perfeito mesmo só faltava era o partido dele, tal de PP, desaparecer do mapa.

 

A propósito... Cadê o mágico Vladimir?!



Escrito por mascavinhas às 00h06
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Imagem: Cosas Mínimas 

 

Malandro federal

 

Vejam aí que link precioso...

 

http://perfil.transparencia.org.br

 

Trata-se de um banco de dados com todos os nossos estimados deputados federais. Ou seja, você escolhe um nome e aparecem as emendas propostas, a declaração de bens, de onde veio o financiamento da última campanha, como foram usadas as verbas no gabinete, o relatório de presença na Câmara... Um autêntico viveiro!

 

A visita é recomendadíssima.



Escrito por mascavinhas às 12h37
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Imagem: Wikipedia

 

O ranço

 

Meus vivas à capa do Segundo Caderno de hoje, que traz em destaque a cantoraça Fabiana Cozza e os cantores Moyséis Marques e Marquinho China.

 

Só não entendi, sinceramente, onde está o “ranço passadista” ao qual eles são apresentados como alternativa, segundo a matéria.

 

Será que está nos personagens da capa da última revista domingueira d’O Globo (e em suas preocupações com a memória)? Ou nas pesquisas de Cristina Buarque (muito bem abordadas na mesma edição)? Será que está nas composições de Teresa Cristina, Alfredo Del-Penho, Pedro Amorim e Pedro Holanda, entre outros? Ou será que está no repertório (antiqüíssimo, antigo e recente) cantado por Mariana Bernardes, Nilze Carvalho, Áurea Martins e Ana Costa? Será "rançoso", aliás, o novo CD de Tantinho da Mangueira?

 

Quer dizer: o suposto “ranço passadista” ainda carece de definição, mas vira e mexe é mencionado no Segundo Caderno: “Fulano é ótimo porque, além do mais, combate o ranço passadista.”

 

O excelente CD da Fabiana, por exemplo, tem Geraldo Filme, Senhora tentação, um PC Pinheiro de 10 anos atrás, gente do Camisa Verde e Branco, Clementina de Jesus... Já o Moyséis é notório craque em jacksons, gordurinhas e tantos outros bons rastapés da antiga. E o Marquinho, baita cantor, ouvi pela 1ª vez versando partidos de Candeia, Xangô e Wilson-Moreira-e-Nei-Lopes.

 

Imagino, portanto, que a definição de “ranço passadista” não passe por apresentar sambas do passado.

 

Mas e então... O que é?



Escrito por mascavinhas às 12h21
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Tempos idos
Cartola e Carlos Cachaça

Os tempos idos nunca esquecidos
Trazem saudades ao recordar
É com tristeza que relembro
Coisas remotas que não vêm mais
Uma escola na Praça Onze
Testemunha ocular
E perto dela uma balança
Onde os malandros iam sambar
Depois aos poucos o nosso samba
Sem sentirmos se aprimorou
Pelos salões da sociedade
Sem cerimônia ele entrou
Já não pertence mais à Praça
Já não é samba de terreiro
Vitorioso ele partiu para o estrangeiro

E muito bem representado
Por inspirações de geniais artistas
O nosso samba, humilde samba
Foi de conquistas, em conquistas
Conseguiu
penetrar no Municipal
Depois de percorrer todo o universo
Com a mesma roupagem que saiu daqui
Exibiu-se para a duquesa de Kent
No Itamaraty



Escrito por mascavinhas às 12h18
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Imagem: Arquivo O Globo

 

Demissão no andar de cima

 

De São Pedro para seus assessores:

 

“Vocês erraram de novo, seus incompetentes!!! Eu falei que era para aproveitar o aniversário do Vasco e trazer o outro sacripanta, aquele gordo boquirroto que vive encastelado em São Januário. Esse que vocês me trouxeram era o comparsa dele, já em fim de carreira...”



Escrito por mascavinhas às 01h07
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O futebol

Chico Buarque

 

Para estufar esse filó

Como eu sonhei

Se eu fosse o Rei

Para tirar efeito igual

Ao jogador

Qual

Compositor

Para aplicar uma firula exata

Que pintor

Para emplacar em que pinacoteca, nega

Pintura mais fundamental

Que um chute a gol

Com precisão

De flecha e folha seca

 

Parafusar algum joão

Na lateral

Não

Quando é fatal

Para avisar a finta enfim

Quando não é

Sim

No contrapé

Para avançar na vaga geometria

O corredor

Na paralela do impossível, minha nega

No sentimento diagonal

Do homem-gol

Rasgando o chão

E costurando a linha

 

Parábola do homem comum

Roçando o céu

Um

Senhor chapéu

Para delírio das gerais

No coliseu

Mas

Que rei sou eu

Para anular a natural catimba

Do cantor

Paralisando esta canção capenga, nega

Para captar o visual

De um chute a gol

E a emoção

Da idéia quando ginga

 

(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi para Pagão para Pelé e Canhoteiro)



Escrito por mascavinhas às 01h07
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Imagem: All Posters

 

Rua da Carioca, 10

 

É naquele hybrido de café-com-brechó – de nome Antiqualhas Brasileiras – que se pode beber o melhor expresso do Centro do Rio.

 

A opinião certeira não é minha (apesar de minha reconhecida sapiência no assunto), mas do barista – agora tem isso... – daquela livraria de Santa Teresa que fica em frente à quitanda.

 

O moço, que é defensor do curto ("Depois é só água e cafehyna!"), disse que não há – da Cinelândia à Praça XV, da Central à Lapa – um café que faça frente ao da Carioca, 10.

 

Custa R$ 2.



Escrito por mascavinhas às 01h04
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Anedotário do Paulinho

 

Enquanto se prepara para o lançamento do longa Seus problemas acabaram (dirigido por José Lavigne), a turma do Casseta & Planeta se dedica a um projeto dos mais promissores.

 

Trata-se de um livro com histórias de/sobre o querido Paulinho Albuquerque – produtor musical da pesada, ilustríssimo alvinegro, que infelizmente nos deixou no último 26 de junho, aos 64 anos.

 

Dono de um humor especialíssimo (sua cara sóbria escondia tiradas e paródias de altíssimo escracho), Paulinho era amigo véio dos cassetas – que contaram com a produção dele nas suas estréias em show (Eu vou tirar você desse lugar, no Jazzmania, em 1988) e disco (Preto com um buraco no meio, em 1989).

 

Era um cracaço, além de boníssimo sujeito!

 

PS: Para quem tiver causos do personagem (publicáveis ou não), o repórter e crítico Antônio Carlos Miguel informa em seu blógue n'O Globo que é só mandar para lá, que ele repassa aos cassetas.



Escrito por mascavinhas às 01h03
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Imagem: Grant's Graceland

 

Nas folhas!

 

Faz hoje uma semana que nosso blógue acordou da hibernação (na verdade, um período de reestruturação) e, vejam vocês, já estamos novamente entre os formadores de opinião de nossa gente.

 

Ou vocês não leram O Globo de sábado, no qual a coluna a Caiu na Rede, assinada por Aydano André Mota, fazia referência a nossa campanha contra o voto nulo?

 

Uma idéia

E o renascido blog Mascavinhas propõe uma nova corrente. “Pra que anular, se temos Bivar?” Como diria mestre Góis, é. Pode ser.

 

Só falta nossa corrente ganhar as ruas.



Escrito por mascavinhas às 00h38
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O contínuo e a secretária

 

Ela: Foi aonde?

Ele: Comprar parafusos.

Ela: Pra sua cabeça?

Ele: Não, pra Sala Funarte.

Ela: Ah, bem.

 

Segue o dia.



Escrito por mascavinhas às 00h38
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Imagem: Portal Dr Fotos

 

Tempo de Nelson

 

Que puta espetáculo deve ter sido este Lembrando Nelson Cavaquinho, realizado no Sesc Pompéia em novembro de 2005, mas que só no último sábado veio me emocionar, quando ganhei de presente a gravação do show.

 

Com 1h40min de sambas e causos roteirizados por Marcus Fernando, o presenteador, as lembranças de Nelson ficaram a cargo de quatro amigos do homenageado: Carlinhos Vergueiro, Eduardo Gudin, Paulão Sete Cordas e Paulo César Pinheiro.

 

Neste pôste, um dos sambas defendidos pelo Gudin...

 

Se você me ouvisse

Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

 

Se você me ouvisse

Não estaria chorando agora

Chora, chora

Vou-me embora

Vou deixar a saudade

Como lembrança

Adeus, linda criança

Se ficar vou sofrer

Muito mais do que já sofri

Vou com Deus

Vou sair daqui

O nosso sonho

Chegou ao fim

Não adianta chorar por mim

 

O amor quando nasce

É bonito a gente ver

Que bom se não chegasse

O momento do amor morrer

É por isso que eu sinto

O meu peito tão magoado

Quando vens me dizer

Que está tudo acabado



Escrito por mascavinhas às 00h37
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