mascavinhas


Foto: Anim

Temporada de brigadeiros!

 

Salve os miúdos da família: o Antonio Pedro, que chegou aos seis hoje, e a Carminha, que amanhã vai cortar bolo pela primeira vez.



Escrito por mascavinhas às 23h01
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Fonte: www.daniellathompson.com

 

De volta à Lapa

 

Um passeio pelo Rio através de sambas inspirados nos bairros cariocas.

 

É esse o mote do show que abre temporada amanhã no Mistura Carioca (Rua Gomes Freire, 791 – Lapa / entrada a R$ 15) e do qual terei o maior prazer de participar – até porque lá se vão alguns meses desde que cantei pela última vez n’algum daqueles bares.

 

Com roteiro de Lefê Almeida, o show Samba – o mapa do Rio ficará em cartaz até novembro (às quintas, sempre às 22h), com elenco que tem também Ana Costa (voz), Lucas Porto (violão 7 cordas e direção musical), Levi Chaves (sopros), Walace Peres (cavaquinho), Bianca Calcagni e Leo Cortez (percussões).

 

Minha parte do mapa tem, entre outras músicas, o choro Santo Amaro (Luiz Cláudio Ramos, Franklin da Flauta e Aldir Blanc), o samba Carioca da gema (Mauro Duarte e PC Pinheiro) e esse do pôste, que também é da pesada...

 

Praça Mauá

Moacyr Luz e Aldir Blanc

 

Ah...

Me diz aí, mas que mal há

Em ir lá pra Praça Mauá

Relembrar...

Se eu tô sem brilho e estrela guia

Se há no barco uma avaria

Vou pra lá...

Meio adernado o meu navio

Retoma o rumo, encontra o fio

Num samba do melhor que há

Meu porto tá lá

No cais eu me insurjo,

É como se o Méier brotasse à beira-mar

Quem sacanear

Encaro e não fujo

Eu sou marujo da Praça Mauá

 

Em São Francisco da Prainha eu gostei

De uma cabocla da Pedra do Sal

Que, incentivada pela grande Nora Nei

Tentou a vida de cantora ali na Rádio Nacional

Seu nome: Conceição, feito a igreja

Fazia um peixe com cerveja

Atrás da Sacadura Cabral

E João da Baiana,

Louco por matizes

Provou com caiana

Depois pulou no mar

Encontrou Netuno

Com três meretrizes

E foram juntos pra Paquetá



Escrito por mascavinhas às 01h52
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Imagem: www.ameshistoricalsociety.org

 

Brasil chorão

 

Pérolas, pérolas, pérolas!

 

Batizada Choro carioca – música do Brasil, a fornada mais recente da nossa destemida Acari Records é uma belíssima caixa com nove CDs igualmente belíssimos.

 

A idéia do novo pacotão é dar um prosseguimento à série Princípios do choro, lançada em 2002 (Acari + Biscoito Fino) reunindo composições anteriores ao tempo do disco e do rádio. Na nova coleção, o objetivo é apresentar o choro nos sotaques que ganhou Brasil afora – nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

 

Dos compositores incluídos na caixa (todos nascidos até 1905), chamam atenção o carioca Alfredo da Rocha Vianna – pai de Pixinguinha, com a singela Tristezas não pagam dívidas – e A. Ilattang – pseudônimo do italiano Alessandro Gnattali (pai de Radamés), que contribui com a zombeteira O automóvel.

 

Com arranjos e gravações actuaes, o projecto de 132 choros (de 74 authores) – pesquisados por Anna Paes e Mauricio Carrilho – tem o patrocínio da Petrobras, com parte de sua tiragem destinada à distribuição por instituições de ensino e bibliotecas de todo o Brasil.

 

A outra parte – ueba! - será comercializada.



Escrito por mascavinhas às 01h51
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Lembranças do Pixinga 2006

 

Teatro Sandoval Wanderley, bairro do Alecrim, periferia de Natal.

 

O trio formado por Fátima Guedes, Genésio Tocantins e Nei Lopes encerra o antepenúltimo show da turnê cantando com gente por todos lados. Literalmente, pois o pequeno teatro faz o tipo “de arena” e o povo fazia o coro a plenos pulmões.

 

O Velhote do Lote se emocionou e chegou a dar umas paradas para ouvir a platéia - também emocionada - cantando o clássico dele com o Alicate:

 

Senhora liberdade

Wilson Moreira e Nei Lopes

 

Abra as asas sobre mim

Oh, senhora liberdade

Eu fui condenado

Sem merecimento

Por um sentimento

Por uma paixão

Violenta emoção

Pois amar foi meu delito

Mas foi um sonho tão bonito

Hoje estou no fim

Senhora liberdade

Abra as asas sobre mim

 

Não vou passar por inocente

Mas já sofri terrivelmente

Por caridade

Oh, liberdade

Abra as asas sobre mim



Escrito por mascavinhas às 01h51
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Imagem: Golden Music Memories of Yesteryear

Pro meu pai, aniversariante de hoje.

 

It’s only a paper moon

B. Rose, E. Harburg e H. Arlen

 

Say, it's only a paper moon

Sailing over a cardboard sea

But it wouldn't be make believe

If you believe in me

Yes, it's only a canvas sky

Hanging over a muslim tree

But it wouldn't be make believe

If you believed in me

 

Without your love

It's a honky tonk parade

Without your love

It's a melody played in a penny arcade

It's a Barnum and Bailey world

Just as phony as it can be

But it wouldn't be make believe

If you believed in me



Escrito por mascavinhas às 13h42
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Imagem: Edícula habitável 


Em campanha

 

Primeiro pensei que se tratava de um panfleto retrô contra o Barão de Araruna (o terrível vilão interpretado por Rubens de Falco na primeira versão da novela Sinhá moça).

 

Depois, quando soube que o alvo da campanha era o presidente Sarney, fiz muito gosto e resolvi aderir. Afinal de contas, essas eleições estão muito chatas e nosso blógue já conta com um histórico de campanhas bem-sucedidas – sendo a principal delas a recente “Pra que anular se temos Bivar?”.

 

Recomendo aos amigos a leitura de um pequeno histórico da campanha Xô Sarney e, se tiverem blógue ou fotológue, sugiro que publiquem também (o desenho é feio, mas a causa é nobre).

 

Até porque essa história é suja pra chuchu, como relatam os blógues Síndrome de Estocolmo, Edícula habitável e Blog do Tas.



Escrito por mascavinhas às 12h53
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O saldo das goleadas

 

Acalmem-se, alvinegros, que ainda não ganhamos nada...

 

Está bem que nosso Botafogo jogou o fino, que de novo fomos o único team carioca a vencer, que Lima está cotadíssimo para a seleção, que estamos liderando o 2º turno, que o 5 a 0 de ontem foi nossa maior vitória fora de casa em Brasileiros, etc.

 

Mas não podemos desprezar um São Paulo, um Internacional, um Santos – outro grande vitorioso do domingo (dando ares de anos 60 à rodada). Nada, portanto, de “o título é certo”, “o chope está comprado”, “Cuca, o estrategista” e coisas desse tipo.

 

Favoritismo é bom, mas precisa ser administrado.



Escrito por mascavinhas às 12h09
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Imagem: Ay!

 

Preliminar

 

Quem foi que disse surrar a Argentina não valeu nada?

 

Valeu pelo golaço de Kaká, pelo dibre do Robinho, pela saudade que ninguém sente de Cafu e Roberto Carlos e pela ampliação da vantagem no histórico do confronto (agora são 35 vitórias brasileiras contra 33 dos argentinos).

 

Nada disso, contudo, vale mais do que acessar o Olé e curtir nossos vizinhos tentando dissimular a cabeça inchada.



Escrito por mascavinhas às 11h53
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