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Imagem: Flickr :: www.flickr.com

 

Arroz com bosta (bem pouquinho arroz...)

 

Ao amigo Paulão Sete Cordas, aniversariante de hoje, que compartilha de pelo menos dois sofrimentos meus: um alvinegro, o outro azul-e-branco.

 

Teste ao samba

Paulo da Portela

 

Vou começar a aula

Perante a comissão, muita atenção

Eu quero ver se diplomá-los posso

Salve o fessor

Dá nota a ele, senhor

Quatorze com dois, doze

Noves fora, tudo é nosso

 

Cem divididos por mil

Cada um com quanto fica?

Não pergunte à caixa surda

Não peça cola à cuíca

Lá no morro

Vamos vivendo de amor

Estudando com carinho

O que nos passa o professor

Escrito por mascavinhas às 19h42
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Imagem: UAU Cine TV

Taí o mindinho que falta ao Lula!

 

Para illustrar a última sexta-feira pré-eleitoral e desejar um bom voto aos amigos, deixo um santinho sui generis recebido durante a estada em Curitiba.

 

Atenção para a canhotinha do candidato, devidamente adaptada ao número dele.

Escrito por mascavinhas às 14h48
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O contínuo e a secretária

 

Na volta da greve:

 

Contínuo: Quem sentou na minha mesa?

 

...silêncio...

 

C (sobe o tom): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa!!!

 

...segue o silêncio...

 

C (à beira de gritar): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa e comeu meu sanduíche!!!

 

...ninguém dá pelota...

 

C (alterado): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa, comeu meu sanduíche e ainda usou os meus ketchups!!!

 

...resposta zero...

 

C (estufando as veias do pescoço): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa, comeu meu sanduíche, usou os meus ketchups e ainda roubou meu benjamin!!!

 

Secretária: Pronto... Virou vítima.



Escrito por mascavinhas às 12h45
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Assumido

Sujeito da faixa dos 50 encosta no Bip e trava conversa sobre futebol com o nosso Alfredinho.

Papo vai, papo vem, diz que foi jogador profissional e que, apesar de rubro-negro, ficou mais conhecido por uma passagem pela lateral-esquerda do Botafogo, nos tenebrosos anos 80.

Diante do cenho franzido do nosso Neném o moço insiste: “Pô! Não se lembra de mim...? Eu sou aquela merda que jogava no seu time.”

Segue a noite n'Almirante Gonçalves.



Escrito por mascavinhas às 10h22
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Hoje tem

Mais uma do repertório de Samba, o mapa do Rio, que tem hoje à noite no bar Mistura Carioca.

Meu Botafogo querido
Altamiro de Freitas

Que orgulho eu sinto
De ter nascido
Nesse bairro tão lindo
Meu Botafogo querido
Tudo em ti é real
São suas paisagens encantadores
És o meu bairro...
Um patrimônio estadual!
A natureza com cerimônia
Te enfeitou
Quanta beleza ela doou

Quando eu morrer
Desejo que o bairro que me viu nascer
Torne-se mais belo na minha despedida
Para enfeitar minha partida



Escrito por mascavinhas às 10h21
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Imagem: Capa do CD "Eu não sou filho de ninguém" (Carlos Careqa)

 

Brrrrrrrrrrrrr

 

Já que a quarta-feira começa com um vôo pro frio de Curitiba (já ligaram de lá avisando que pra levar os casacos!), nossa letra d’hoje vem do repertório do irreverente Carlos Careqa, compositor paranaense que é autor, entre outras pérolas, da balada Eu gosto de Cu... ritiba.

 

Pois o samba a seguir está na faixa 5 do penúltimo CD dele, Eu não sou filho de ninguém (2004), com participação especial do co-figuraça Jards Macalé.

 

Pai postiço

Carlos Careqa e Itamar Assumpção

 

A minha namorada ficou grávida

Não se conforma, nem eu sei lidar com isso

Gravidez é coisa complicada

Já não bastasse ficou grávida do Wilson

 

Não tomou pílula nem ele pôs camisa

Com tanta Aids e milhões de zóides, zóides

O irresponsável é o amante da vizinha

Um desocupado que só ouve Pink Floyd

 

Ela jura que foi vapt-vupt

Que tomou todas, nem lembrou que estava fértil

Diz que o pior é estar prenha de um quadrúpede

Mas que só Deus por linha torta escreve certo

 

Diz que não sabe se assume ou se aborta

Diz que sozinha assumir sem condição

Diz que abortar vai contra a parte católica

Diz que não sabe como pôde sem paixão

 

A culpa é minha já que a culpa é da carência

Sexo pega gente, ouriço, qualquer bicho

Sou pós-moderno, amo discando à distância

E sendo isso só posso ser pai postiço



Escrito por mascavinhas às 01h31
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Ziriguidum

 

Ainda a propósito do Festival do Rio, indico aos amigos a leitura da matéria de Leonardo Lichote sobre os films que levarão o samba à telas da cidade.

 

O material inclui ótimos trailers de Noel, Cartola e Wilson das Neves.



Escrito por mascavinhas às 01h28
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Imagem: Mascavinhas

 

É mais uma candidata, é?

 

Nada contra homenagear a grande cantora Emilinha Borba (1923-2005), muito pelo contrário!, mas não entendi o adesivão colado sobre algumas placas da Rua da Carioca – como alertou a amiga Mariana Dantas, companheira de Pixinga.

 

Não deu pra entender se é homenagem do fan club d'A Preferida da Marinha ou se nosso prefeito resolveu mudar o nome do logradouro para "Rua da Carioca Emilinha Borba".



Escrito por mascavinhas às 01h21
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Imagem: Carlos Zéfiro (tirem as crianças da sala!)

 

Aniversariantes

 

Na música, ele assinava seu nome verdadeiro, Alcides Caminha, para acompanhar Nelson Cavaquinho em clássicos como Notícia (com Norival Bahia) e A flor e o espinho (mais Guilherme de Brito).

 

Já nos quadrinhos publicados pelas Edições Galante – os “catecismos” que embalavam a alegria da meninada – assinava como Carlos Zéfiro, nome pelo qual ficou mais conhecido.

 

Pois ele (que morreu em 1992) e o amigo Mario Adnet (este vivinho da silva!) são os ilustres aniversariantes de hoje.



Escrito por mascavinhas às 11h05
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Brazileyros e argentinos :: Imagem: US News

 

Escolhe a balinhaaaaa!

 

À gente do cinehma communico que o sítio da Verso Brasil – editora responsável pelo catálogo do Festival do Rio há quatro anos – disponibiliza uma rellação de 50 films que eles indicam da programação de 2006, iniciada na última sexta-feira.

 

D’aquelles aos quaes pretendo assistir só hum figura na listagem: o argentino As leis de família, de Daniel Burman.

 

Os outros trez – Crônica de uma fuga (também argentino, de Adrián Caetano) e os brazileyros Cartola (de Lírio Ferreira) e Noel - o poeta da Vila (de Ricardo van Steen, com direção musical do amigo Filipel!) – figuram apenas na lista dessa gente barbudinha da Lapa.

 

Eis ahy o ranço cinematográphico...!



Escrito por mascavinhas às 01h52
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Lembranças do Pixinga 2006

 

Nova Iguaçu, sexta-feira na Praça Rui Barbosa – cheia de gente e tendas de churrasquinho com cerveja pra todo canto.

 

No palco, os chamamés do sul-mato-grossense Marcelo Loureiro, choros do grupo Rabo de Lagartixa e composições de Délcio Carvalho, como este sambão gravado em 1972 pelos Originais do Samba:

 

Esperanças perdidas

Delcio Carvalho e Adeílton Alves

 

Quantas belezas deixadas nos cantos da vida

Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar

E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas

Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar

 

E a beleza encontro nos sambas que faço

E a tristeza se torna um alegre cantar

É que carrego o samba bem dentro do peito

Sem a cadência do samba não posso ficar

 

Não posso ficar, eu juro que não

Não posso ficar, eu tenho razão

Já fui batizado na roda de bamba

O samba é a corda, eu sou a caçamba

 

Quantas noites de tristeza ele me consola

Tenho como testemunha a minha viola

Ai se me faltar o samba não sei que será

Sem a cadência do samba não posso ficar

 

Não posso ficar, eu juro que não

Não posso ficar, eu tenho razão

Já fui batizado na roda de bamba

O samba é a corda, eu sou a caçamba



Escrito por mascavinhas às 01h50
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"Botafogo, Botafogo campeão desde 1910..." (pra não restar duvidas) :: Imagem: Mascavinhas

Echumênyco

Não se trata de viração de casaca.

 

A história aqui é outra: é uma convocação que faço aos amigos tricolores para um sorteio que está para ser realizado no ecumênico Bip-bip.

 

A camisa da foto é do lendário Carlos Castilho (1927-1987), um dos tantos goleiraços que o Fluminense deu – dos tempos em que os dois quípers da seleção brasileira saíam das Laranjeiras: Castilho e o reserva Veludo (1930-1979).

 

Pois o nosso Alfredinho, que está correndo rifas a R$ 10, informa que a renda do sorteio será revertida para o Se Essa Rua Fosse Minha, projeto social com o qual o Bip colabora.

Ainda sem data marcada, o sorteio será realizado quando for vendida a 50ª rifa (número para o qual não falta muito...).



Escrito por mascavinhas às 01h49
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PMs e seu mascote, o Caveirão :: Imagem: www.global.org.br

 

No fio da navalha

 

“Tem certeza que não tem entorpecente aí? Não quero saber se você é do Globo, se é jornalista, se está trabalhando, quero saber se tem entorpecente na bolsa. Posso revistar? Não vou encontrar nada, tem certeza?"

 

As aspas são de um policial, durante a “dura” levada pela equipe d’O Globo sábado à tarde, na saída da Cidade de Deus, onde foi cobrir a visita do presidenciável Geraldo Alckmin.

 

Mais detalhes no blógue Lameblogadas, da minha digníssima, meu amorzinho, que infelizmente estava na equipe e felizmente passou ilesa pela truculência da PM.



Escrito por mascavinhas às 01h00
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Imagem: Limacafub (com bê mudo, por favor)

 

Gente opportuna é isso ahy!

 

É com grande regozijo (e sêde!) que appresento aos amigos a logomarca da LIMACAFUB, que – pronunciada com bê mudo – vem a ser a Liga Manguaça Carioca de Futebol de Botão, com propósitos explicados no nome.

 

Disputada com bola de feltro, nada de três-toques e campo com medidas oficiais, a competição vai além de seu nome espirituoso. Contempla corações das principais agremiações cariocas: o estádio fica nas Laranjeiras, em seu gramado há imagens de Zico e Garrincha e a mesa fica sobre um tapetão de fazer Eurico salivar.

 

Os teams, contudo, têm nomes que vêm do estrangeiro: Dínamo, Villa Real, Hertha Berlin, Sporting, Torino e Anchovas Alvinegras. Todos serão poeira depois que o meu Pedrada FC (atualmente em pré-temporada) adentrar a Arena do Modraque – o popular "Carrilhão".



Escrito por mascavinhas às 00h46
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Imagem: www.asahi-net.or.jp

 

“Eu não sou tribalista, não”

 

De volta de São Paulo, onde viu Paulinho da Viola no Teatro Fecap (ô, sorte!), o compadre Marcelo Goldenstein traz suas impressões do show:

 

1. O primeiro destaque é para o repertório, belíssimo, que traz sambas pouco freqüentes nos shows de Paulinho. Um desses é Cantando (“Lembra daquele tempo, quando não existia maldade entre nós...”), no qual nosso crack fala de coisas simples em forma de poesia e sem afetação. Coisa de cronista.

 

2. Outros do mesmo naipe que estão no repertório: Nós, os foliões (de Sidney Miller), Coração vulgar (dele) e o que abre o show: Não quero você assim (dele, feito para ser gravado por Roberto Carlos).

 

3. Cantando e tocando o fino, Paulinho se apresenta ora sozinho (voz e violão), ora com a banda, esta que é formada por Celsinho Silva (percussão), Hércules (bateria), Dininho (contrabaixo), Mario Seve (sopros), Cristóvão Bastos (piano) e João Rabello (seu filho, no violão, substituindo César Faria).

 

4. Na parte dos choros, há uma composição nova de Paulinho com Mario Seve, o clássico Cochichando (Pixinguinha e Benedito Lacerda) e um Dilermando Reis solado por João Rabello (a quem, segundo o Golda, inda falta um pouco de ousadia para “encher mais o som”).

 

5. O show apresenta também diversos novos sambas: Bela manhã, Ela sabe quem eu sou (bossa-novística), Para mais ninguém (gravada por Marisa Monte no recente Universo ao meu redor) e Sempre se pode sonhar (Paulinho com o paulista Eduardo Gudin).

 

6. Outra nova é Talismã, que nasceu das visitas de Paulinho a Marisa Monte, durante as gravações dos últimos CDs da cantora. Foi na casa dela que se deu o encontro de Paulinho com Arnaldo Antunes, a quem propôs parceria, entregando uma fita com melodia "de um tipo de samba antigo". Marisa dividiu a letra com o ex-titã e deu-se, então, a parceria inusitada.

 

7. Ao fim do causo sobre Talismã, Paulinho ressalva: “Mas eu não sou tribalista não, viu?” (gargalhadas da platéia).

 

8. Outro causo contado no show é o de quando Paulinho morava em Vila Isabel e, andando pela rua, topou com um antigo ídolo: "Estava esperando pra atravessar a rua, porque o carro estava do lado de lá, e o Valzinho voltava da feira com duas sacolas..." Isso antes de apresentar Óculos escuros, de Valzinho (que foi violonista da Rádio Nacional).

 

9. Foi um rio que passou em minha vida não está no repertório, ficando para o bis – olha o cronista aí de novo! – o samba Coisas do mundo, minha nega.

 

10. O teatro não estava lotado (70%), possivelmente por conta do preço altíssimo do ingresso, R$ 80, que já deu um bocado de discussão na Agenda do Samba & Choro.



Escrito por mascavinhas às 00h29
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