
Arroz com bosta (bem pouquinho arroz...)
Ao amigo Paulão Sete Cordas, aniversariante de hoje, que compartilha de pelo menos dois sofrimentos meus: um alvinegro, o outro azul-e-branco.
Teste ao samba
Paulo da Portela
Vou começar a aula
Perante a comissão, muita atenção
Eu quero ver se diplomá-los posso
Salve o fessor
Dá nota a ele, senhor
Quatorze com dois, doze
Noves fora, tudo é nosso
Cem divididos por mil
Cada um com quanto fica?
Não pergunte à caixa surda
Não peça cola à cuíca
Lá no morro
Vamos vivendo de amor
Estudando com carinho O que nos passa o professor
Escrito por mascavinhas às 19h42
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Taí o mindinho que falta ao Lula!
Para illustrar a última sexta-feira pré-eleitoral e desejar um bom voto aos amigos, deixo um santinho sui generis recebido durante a estada em Curitiba.
Atenção para a canhotinha do candidato, devidamente adaptada ao número dele.
Escrito por mascavinhas às 14h48
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O contínuo e a secretária
Na volta da greve:
Contínuo: Quem sentou na minha mesa?
...silêncio...
C (sobe o tom): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa!!!
...segue o silêncio...
C (à beira de gritar): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa e comeu meu sanduíche!!!
...ninguém dá pelota...
C (alterado): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa, comeu meu sanduíche e ainda usou os meus ketchups!!!
...resposta zero...
C (estufando as veias do pescoço): Eu quero saber quem foi que sentou na minha mesa, comeu meu sanduíche, usou os meus ketchups e ainda roubou meu benjamin!!!
Secretária: Pronto... Virou vítima.
Escrito por mascavinhas às 12h45
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Assumido
Sujeito da faixa dos 50 encosta no Bip e trava conversa sobre futebol com o nosso Alfredinho.
Papo vai, papo vem, diz que foi jogador profissional e que, apesar de rubro-negro, ficou mais conhecido por uma passagem pela lateral-esquerda do Botafogo, nos tenebrosos anos 80.
Diante do cenho franzido do nosso Neném o moço insiste: “Pô! Não se lembra de mim...? Eu sou aquela merda que jogava no seu time.”
Segue a noite n'Almirante Gonçalves.
Escrito por mascavinhas às 10h22
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Hoje
tem
Mais uma do repertório de Samba, o mapa do Rio, que
tem hoje à
noite no bar Mistura Carioca.
Meu Botafogo
querido Altamiro de Freitas
Que orgulho eu sinto De ter
nascido Nesse bairro tão lindo Meu Botafogo querido Tudo em ti é
real São suas paisagens encantadores És o meu bairro... Um patrimônio
estadual! A natureza com cerimônia Te enfeitou Quanta beleza ela
doou
Quando eu morrer Desejo que o bairro que me viu
nascer Torne-se mais belo na minha despedida Para enfeitar minha
partida
Escrito por mascavinhas às 10h21
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Brrrrrrrrrrrrr
Já que a quarta-feira começa com um vôo pro frio de Curitiba (já ligaram de lá avisando que pra levar os casacos!), nossa letra d’hoje vem do repertório do irreverente Carlos Careqa, compositor paranaense que é autor, entre outras pérolas, da balada Eu gosto de Cu... ritiba.
Pois o samba a seguir está na faixa 5 do penúltimo CD dele, Eu não sou filho de ninguém (2004), com participação especial do co-figuraça Jards Macalé.
Pai postiço
Carlos Careqa e Itamar Assumpção
A minha namorada ficou grávida
Não se conforma, nem eu sei lidar com isso
Gravidez é coisa complicada
Já não bastasse ficou grávida do Wilson
Não tomou pílula nem ele pôs camisa
Com tanta Aids e milhões de zóides, zóides
O irresponsável é o amante da vizinha
Um desocupado que só ouve Pink Floyd
Ela jura que foi vapt-vupt
Que tomou todas, nem lembrou que estava fértil
Diz que o pior é estar prenha de um quadrúpede
Mas que só Deus por linha torta escreve certo
Diz que não sabe se assume ou se aborta
Diz que sozinha assumir sem condição
Diz que abortar vai contra a parte católica
Diz que não sabe como pôde sem paixão
A culpa é minha já que a culpa é da carência
Sexo pega gente, ouriço, qualquer bicho
Sou pós-moderno, amo discando à distância
E sendo isso só posso ser pai postiço
Escrito por mascavinhas às 01h31
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Ziriguidum
Ainda a propósito do Festival do Rio, indico aos amigos a leitura da matéria de Leonardo Lichote sobre os films que levarão o samba à telas da cidade.
O material inclui ótimos trailers de Noel, Cartola e Wilson das Neves.
Escrito por mascavinhas às 01h28
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É mais uma candidata, é?
Nada contra homenagear a grande cantora Emilinha Borba (1923-2005), muito pelo contrário!, mas não entendi o adesivão colado sobre algumas placas da Rua da Carioca – como alertou a amiga Mariana Dantas, companheira de Pixinga.
Não deu pra entender se é homenagem do fan club d'A Preferida da Marinha ou se nosso prefeito resolveu mudar o nome do logradouro para "Rua da Carioca Emilinha Borba".
Escrito por mascavinhas às 01h21
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Aniversariantes
Na música, ele assinava seu nome
verdadeiro, Alcides Caminha, para acompanhar Nelson Cavaquinho
em clássicos como Notícia (com
Norival Bahia) e A flor e o espinho
(mais Guilherme de Brito).
Já nos quadrinhos publicados pelas
Edições Galante – os “catecismos” que embalavam a alegria da
meninada – assinava como Carlos Zéfiro, nome pelo qual ficou mais
conhecido.
Pois ele (que morreu em 1992) e o
amigo Mario Adnet (este
vivinho da silva!) são os ilustres aniversariantes de hoje.
Escrito por mascavinhas às 11h05
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Escolhe a balinhaaaaa!
À gente do cinehma communico que o sítio da Verso Brasil – editora responsável pelo catálogo do Festival do Rio há quatro anos – disponibiliza uma rellação de 50 films que eles indicam da programação de 2006, iniciada na última sexta-feira.
D’aquelles aos quaes pretendo assistir só hum figura na listagem: o argentino As leis de família, de Daniel Burman.
Os outros trez – Crônica de uma fuga (também argentino, de Adrián Caetano) e os brazileyros Cartola (de Lírio Ferreira) e Noel - o poeta da Vila (de Ricardo van Steen, com direção musical do amigo Filipel!) – figuram apenas na lista dessa gente barbudinha da Lapa.
Eis ahy o ranço cinematográphico...!
Escrito por mascavinhas às 01h52
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Lembranças do Pixinga 2006
Nova Iguaçu, sexta-feira na Praça Rui Barbosa – cheia de gente e tendas de churrasquinho com cerveja pra todo canto.
No palco, os chamamés do sul-mato-grossense Marcelo Loureiro, choros do grupo Rabo de Lagartixa e composições de Délcio Carvalho, como este sambão gravado em 1972 pelos Originais do Samba:
Esperanças perdidas
Delcio Carvalho e Adeílton Alves
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
E a beleza encontro nos sambas que faço
E a tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
Sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Quantas noites de tristeza ele me consola
Tenho como testemunha a minha viola
Ai se me faltar o samba não sei que será
Sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Escrito por mascavinhas às 01h50
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Echumênyco
Não se trata de viração de casaca.
A história aqui é outra: é uma convocação que faço aos amigos tricolores para um sorteio que está para ser realizado no ecumênico Bip-bip.
A camisa da foto é do lendário Carlos Castilho (1927-1987), um dos tantos goleiraços que o Fluminense deu – dos tempos em que os dois quípers da seleção brasileira saíam das Laranjeiras: Castilho e o reserva Veludo (1930-1979).
Pois o nosso Alfredinho, que está correndo rifas a R$ 10, informa que a renda do sorteio será revertida para o Se Essa Rua Fosse Minha, projeto social com o qual o Bip colabora.
Ainda sem data marcada, o sorteio será realizado quando for vendida a 50ª rifa (número para o qual não falta muito...).
Escrito por mascavinhas às 01h49
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No fio da navalha
“Tem certeza que não tem entorpecente aí? Não quero saber se você é do Globo, se é jornalista, se está trabalhando, quero saber se tem entorpecente na bolsa. Posso revistar? Não vou encontrar nada, tem certeza?"
As aspas são de um policial, durante a “dura” levada pela equipe d’O Globo sábado à tarde, na saída da Cidade de Deus, onde foi cobrir a visita do presidenciável Geraldo Alckmin.
Mais detalhes no blógue Lameblogadas, da minha digníssima, meu amorzinho, que infelizmente estava na equipe e felizmente passou ilesa pela truculência da PM.
Escrito por mascavinhas às 01h00
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Gente opportuna é isso ahy!
É com grande regozijo (e sêde!) que appresento aos amigos a logomarca da LIMACAFUB, que – pronunciada com bê mudo – vem a ser a Liga Manguaça Carioca de Futebol de Botão, com propósitos explicados no nome.
Disputada com bola de feltro, nada de três-toques e campo com medidas oficiais, a competição vai além de seu nome espirituoso. Contempla corações das principais agremiações cariocas: o estádio fica nas Laranjeiras, em seu gramado há imagens de Zico e Garrincha e a mesa fica sobre um tapetão de fazer Eurico salivar.
Os teams, contudo, têm nomes que vêm do estrangeiro: Dínamo, Villa Real, Hertha Berlin, Sporting, Torino e Anchovas Alvinegras. Todos serão poeira depois que o meu Pedrada FC (atualmente em pré-temporada) adentrar a Arena do Modraque – o popular "Carrilhão".
Escrito por mascavinhas às 00h46
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“Eu não sou tribalista, não”
De volta de São Paulo, onde viu Paulinho da Viola no Teatro Fecap (ô, sorte!), o compadre Marcelo Goldenstein traz suas impressões do show:
1. O primeiro destaque é para o repertório, belíssimo, que traz sambas pouco freqüentes nos shows de Paulinho. Um desses é Cantando (“Lembra daquele tempo, quando não existia maldade entre nós...”), no qual nosso crack fala de coisas simples em forma de poesia e sem afetação. Coisa de cronista.
2. Outros do mesmo naipe que estão no repertório: Nós, os foliões (de Sidney Miller), Coração vulgar (dele) e o que abre o show: Não quero você assim (dele, feito para ser gravado por Roberto Carlos).
3. Cantando e tocando o fino, Paulinho se apresenta ora sozinho (voz e violão), ora com a banda, esta que é formada por Celsinho Silva (percussão), Hércules (bateria), Dininho (contrabaixo), Mario Seve (sopros), Cristóvão Bastos (piano) e João Rabello (seu filho, no violão, substituindo César Faria).
4. Na parte dos choros, há uma composição nova de Paulinho com Mario Seve, o clássico Cochichando (Pixinguinha e Benedito Lacerda) e um Dilermando Reis solado por João Rabello (a quem, segundo o Golda, inda falta um pouco de ousadia para “encher mais o som”).
5. O show apresenta também diversos novos sambas: Bela manhã, Ela sabe quem eu sou (bossa-novística), Para mais ninguém (gravada por Marisa Monte no recente Universo ao meu redor) e Sempre se pode sonhar (Paulinho com o paulista Eduardo Gudin).
6. Outra nova é Talismã, que nasceu das visitas de Paulinho a Marisa Monte, durante as gravações dos últimos CDs da cantora. Foi na casa dela que se deu o encontro de Paulinho com Arnaldo Antunes, a quem propôs parceria, entregando uma fita com melodia "de um tipo de samba antigo". Marisa dividiu a letra com o ex-titã e deu-se, então, a parceria inusitada.
7. Ao fim do causo sobre Talismã, Paulinho ressalva: “Mas eu não sou tribalista não, viu?” (gargalhadas da platéia).
8. Outro causo contado no show é o de quando Paulinho morava em Vila Isabel e, andando pela rua, topou com um antigo ídolo: "Estava esperando pra atravessar a rua, porque o carro estava do lado de lá, e o Valzinho voltava da feira com duas sacolas..." Isso antes de apresentar Óculos escuros, de Valzinho (que foi violonista da Rádio Nacional).
9. Foi um rio que passou em minha vida não está no repertório, ficando para o bis – olha o cronista aí de novo! – o samba Coisas do mundo, minha nega.
10. O teatro não estava lotado (70%), possivelmente por conta do preço altíssimo do ingresso, R$ 80, que já deu um bocado de discussão na Agenda do Samba & Choro.
Escrito por mascavinhas às 00h29
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