É dureza, João...!
Crivella abraça Lula, que abraça Cabral, que abraça Vladimir, que agora abraça Dornelles, que já abraçou Zito, que abraça Alckmin, que abraça o casal Garotinho, que enoja os paladinos tucanos (+ aliados) da honestidade.
Escrito por mascavinhas às 17h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sábio homem!
Encontrei este reclamme em Curitiba, na semana passada, enquanto procurava – em vão – um café expresso pós-almoço, em caminhada pelo sympáthico bairro de Juvevê, que por sua vez é vizinho de Bacaxeri (mas aí é outra história).
Não sei precisar a data (década de 70, talvez), mas, dada a alta hierarchia das informações, resolvi reparti-las com os ammigos:

Escrito por mascavinhas às 10h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Safa-onça
Como a amiga Nanavaz passa hoje dos “inte” aos “inta” (acontece com todo mundo, fazer o quê) e seus festejos se darão em Paquetá, peço atenção à lista de informações imprescindíveis sobre o nosso tradicional bairro-ilha.
I. É conhecido por Maria Gorda o baobá que, localizado na Praia dos Tamoios, é um dos 20 exemplares no país da árvore d'origem africana. Ao pé do tronco, uma plaquinha diz: “Sorte por longo prazo a quem me beija e respeita, mas sete anos de atraso a cada maldade a mim feita”.
II. Entre os séculos 17 e 18, uma das principaes actividades económicas paquetaenses foi a fabricação de cal, que usava como matéria-prima as conchas que há-bundavam na ilha.
III. Espaço especialíssimo na Praia de São Roque, a Casa das Artes pertenceu à Sra. Ormy Toledo, que, além de cantora e compozitôra, foi uma importante empreendedora cultural da ilha. Pelos saraus de sua casa passaram artistas taludos como Pixinguinha, Lamartine Babo, Sílvio Caldas e Radamés Gnattali.
IV. Entre os músicos que tiveram sua história ligada a Paquetá figuram o grande maestro Anacleto de Medeiros (que nasceu por lá e hoje é nome de rua), o pöeta-chronista Orestes Barbosa (que viveu com a esposa nas praias da Guarda e de São Roque, nos anos 50) e o compozitôr Eratóstenes Frazão, que era pescador emmérito e só trocava as mesas do Café Nice por temporadas no bairro-ilha.
V. Aos tricolores, hoje tristonhos (ao contrário da rubro-negra Nanavaz), informo que há um botequim na Rua Furquim Werneck que abriga a sede da torcida Old-Flu. Versão grisalha da famosa e inquieta “Young Flu”, a torcida insulana tem como padrinho nosso estimado Tio Bonifácio (parente de Julinho da Adelaide, além freqüentador deste blógue).
VI. Para completar o safa-onça sugiro que acessem o site Memória Paquetaense (careta no leiaute mas completíssimo em histórias).
Escrito por mascavinhas às 17h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Nosso passeio (desta vez mais cedo)
Sem perder o costume, mais uma de Samba, o mapa do Rio, pra chamar os amigos a ouvir – e dançar, e beber... – os bairros da cidade cantados em samba.
A partir de hoje o show começa mais cedo: 21h.
O Borel e a Formiga
Paulo Emílio
O Borel saiu com a Formiga
E foram beber por aí
Mas o Turano ficou invocado
E a Casa Branca ficou com ciúme
Mas depois todo mundo se encontrou
Num botequim lá na Praça Saens Pena
Tomaram um porre federal
Saíram abraçados
Amor, eu queria te dar
O sistema solar e o fundo do mar
Amor, eu queria te dar
A minha caixa de lápis de cor
Amor, que queria te dar
Meu Botafogo e o meu Salgueiro
Amor, que queria te dar A Tijuca e o Rio de Janeiro
Escrito por mascavinhas às 11h36
[ envie esta mensagem ]
|
Eleição nas ruas
Porteiro: Como é que diz mesmo?
Outro porteiro: Alc. Geraldo Alc.
P: Alc.
OP: Alc. Coisa difícil.
P: Pois é. Alc.
*********
De um taxista:
“Sabe como a gente percebe que a vida tá melhor? É só ver como tem gente fazendo churrasco. Toda hora, em todo canto, qualquer coisa é motivo pra montar a churrasqueira e botar carne na brasa. Na calçada mesmo. Bobeou, tem churrasco. Quem é que podia comprar carne?”
Escrito por mascavinhas às 11h36
[ envie esta mensagem ]
|

Mauro e o Alicate
Juntando a vontade-da-gota de postar um jongo para Mauro Romano com mais uma entrevistona postada no Buteco do Edu (desta vez com Wilson Moreira), o que temos é esse Wilson-e-Nei dos mais queridos:
Jongueiro cumba
Wilson Moreira e Nei Lopes
O sino badalou no campanário
O hino da Senhora do Rosário
O povo todo bonito
Dança pra São Benedito
Lá de Luanda o luar
Vem pra nos alumiar
Anguara é pra correr
De boca em boca:
Não pára
Que essa goela fica rouca!
Canta, meu povo do Congo
Afoga essa mágoa no jongo
Não deixe angoma calar!
Ah, eu sou jongueiro cumba
Sou jongueiro cumbambá
Oi, é tumba na cacunda:
Ninguém vai me perrengar!
Ô, Dora, tira a saia do balaio
Vambora festejar treze de maio!
Vem que o boião tá fervendo
Depois só no mês de novembro
Mês de Zumbi saravá
E de parar pra pensar
O dia tanto treze quanto vinte
Avia que o negócio é o seguinte:
Um é feriado novo
O outro é de todo esse povo
Vamos os dois festejar
Ah, eu sou jongueiro cumba
Sou jongueiro cumbambá!
Oi, é tumba na cacunda
Ninguém vai me perrengar!
Escrito por mascavinhas às 00h18
[ envie esta mensagem ]
|
Minha vez
Apesar de não ter nada a acrescentar a tudo que já se disse sobre a eleição de domingo passado, quero deixar meus lamentos.
Pela ignorância que elegeu Maluf, Picciani x 2, Zito x 2, Dornelles, Collor, Sarney, Brazão, Roriz, Ratinho Jr., Clodovil, Chiquinho da Mangueira e uma pá de mensaleiros.
Nem o prêmio de consolação – com os fracassos de Severino, Delfim, Eurico, Arthur Virgílio, Mão Santa, Ângela Guadagnin e da família Jefferson (+ Laura Carneiro) – alivia a brochada.
E ainda tem o picolé de chuchu – apesar do 2º turno, que há de fazer bem à eleição presidencial.
Escrito por mascavinhas às 00h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Zero a zero
Saldão dos dois samba-filmes a que assisti no Festival do Rio: Noel – o poeta da Vila (Ricardo van Steen) e Cartola (Lírio Ferreira e Hilton Lacerda).
No Noel, meu gosto acusou empate entre prós e contras.
Na primeira categoria são notáveis a música (muito bem interpretada), a direção de arte (destaque para as belíssimas cenas carnavalescas) e as atuações do ismael Flavio Bauraqui, do papagaio Wilson das Neves (brilhante em Último desejo!!!) e do médico Paulo César Pereio. Na segunda incluo o roteiro, a vida de Noel espremida em 99 minutos (não dá, ainda que não tenha sido das mais longas) e algumas outras atuações, em especial a do cartola Jonathan Haagensen.
Já no Cartola, os senões chamaram mais a minha atenção.
Principalmente por ter saído do Odeon com a sensação de ter visto um clipão que, bem enxuto, daria um curta divertido. Os depoimentos de Cartola que conduzem o filme não são novidade (vários, como os do MIS e do programa Ensaio, já saíram em CD) e os trechos de outros filmes – como Braz Cubas, Rio Zona Norte, etc. – só servem para desfilar referências e aumentar a chatice. Por outro lado, são preciosas as intervenções do produtor JC Botezelli, além de imagens d’arquivo com as dele com o pai e um Nós dois em que Cartola e Zica trocam olhares (também do Ensaio).
Escrito por mascavinhas às 00h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
...
O espaço hoje é da Bacha, minha amiga-irmã do coração, em quem tive vontade de dar um abraço-mais-forte-do-mundo desde que soube do sumiço do avião da Gol, sexta à noite, levando dentro o GRANDE praça que era Mauro Romano. O texto a seguir é dela, e está publicado na página 35 d’O Globo de hoje:
Meu pai se chama Mauro. E me recebeu como filha quando se casou com a minha mãe, com 26 anos de idade; nesta época, eu tinha 5 anos. Como eu e minha irmã nos referíamos a ele apenas pelo nome, inventou uma forma didática para que aprendêssemos a dizer pai: por uma semana foi Pauro; depois, Pairo e, por fim, lá estávamos nós o chamando de Pai. E assim foi pelos outros 24 anos de convivência intensa. Moramos em cinco cidades diferentes e, toda vez que alguém me perguntava se ele era militar (pelo excesso de mudanças), eu dizia que não: ele não agüentava era a monotonia.
Meu pai ama este diacho deste país em que nós vivemos. Lembro-me dele chorando com a morte do Tancredo na televisão na época em que era metalúrgico em São Paulo. Fez campanha política, discutiu com vereador que não cumpriu promessa, viu desfile de Sete de Setembro e exerceu feliz a função de mesário como um “dever cívico”. Sempre foi acusado de romântico, e ele só estava vivendo bem a sua vida. Usava os chinelos trocados, cada um de uma cor, e poucas vezes o vi combinando uma bermuda com uma blusa. Era torcedor do Botafogo, daqueles que preferem ouvir o jogo no radinho de pilha para ter mais emoção.
Meu pai foi quem me ensinou a gostar de samba. Saía em um sem número de blocos de carnaval grudado na bateria para sentir o barulho do surdo. Desde que descobriu que era portador do vírus de hepatite C, cancelou a cervejinha, antes sagrada. Acordava cedo no sábado de carnaval, comprava um refrigerante e ia ver a concentração do Bola Preta. Tinha uma barriga bem grande e gostava de dançar jongo. Um dos seus grandes orgulhos era sua coleção de música nacional. Como sempre trabalhou viajando, toda vez que passava por um canto diferente do país, fazia questão de prestigiar os artistas locais. Gostava tanto de conhecer o Brasil que, num mapa, fazia marcações das cidades que tinha conhecido. E eram muitas; em todas as regiões.
Desde que conheceu a Festa de Parintins, no Amazonas, passou a torcer pelo Boi Garantido e vivia falando para mim que eu precisava ir a Manaus. Eu respondia que gostava de viajar para fora do país, e ele sempre me dizia: “Aquilo lá é tão diferente que é outro país.” Assim que soube do acidente, pensei: “Ele estava no lugar dele.”
Por causa da hepatite C, meu pai passou a dizer para todos nós da família que se sentia “no lucro” com a vida. Deixava claro que, se algo acontecesse, ele já se considerava um vencedor porque tinha criado três filhos que hoje já eram adultos. Ultimamente vinha se dedicando ao Vale Verdejante, um projeto de plantação de mudas, com a população de Andrade Costa, lugarejo no interior do estado. Nos últimos dias, a família toda ficou contando com um milagre. Que ainda não veio. Tento pensar – diante de um quadro triste desses – que o maior milagre foi a sua vida, tão intensa, tão cheia de histórias, de tanta dedicação a todos. Tenho certeza que, no meio das árvores, perto do Amazonas, ele não pode estar triste; mas dá saudade. Isso vai dar pra sempre.
Escrito por mascavinhas às 10h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|