
Samba mirim
Mais uma do repertório do show Semeando samba e outras batucadas, para o qual deixo o último convite: será neste domingo (15), às 17h, no Centro Cultural Carioca. Quem puder apareça, poes será uma bolla!
Estrela do mar
Marino Pinto e Paulo Soledade
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar
Escrito por mascavinhas às 02h15
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O contínuo e a secretária
Ela: Ué...?
Ele: Quê?
Ela: Você tá aí?
Ele: ...
Ela (olhando para a vizinha de mesa): Não disse que essa dedetização não ia servir pra nada.
Escrito por mascavinhas às 01h58
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Dois assuntos “velhos” que não poderiam ficar sem pôste:
Política I
O que será esse "estilo Mike Tyson" que Alckmin promete manter até o fim da campanha? Será que a ira TFP fará com que ele arranque um naco de orelha de Lula? Ou será que vai acabar preso por assédio sexual?
Seja qual for a resposta, a analogia pouco esperta ficou mais pra Maguila.
Política II
Volta e meia me pego incomodado com essa mania que se tem de folclorizar político – César Maia já foi “maluco”, Enéas é “excêntrico”, etc. Vira e mexe escolhe-se um personagem e, plim!, o político vira desenho animado (ou história em quadrinhos).
O último incômodo foi por esses dias, com o recém eleito Clodovil dizendo que “por pouco, não vou me sujar. Tudo dependerá de quanto me ofereçam para votar os projetos do governo.”
Então que vá pro inferno, cacete! Ele, os carretéis, as agulhas, os tecidos, os eleitores, "minha mamãe", a lente da verdade, a bolsa Louis Vuitton, a vontade de roubar... Tudo pro inferno!
Porque, não custa muito, vão dar um jeito de transformá-lo em “o sincero”.
Escrito por mascavinhas às 01h57
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Zé Pité
Antes do evento infanto-dominical do qual tenho escrito por aqui, tem mais show de Samba, o mapa do Rio, hoje à noite, naquele mesmo esquema que tenho postado semanalmente, sempre às quintas-feiras.
A letra de hoje é que vai ser diferente do “de sempre”, por ocasião do ótimo repertório apresentado por Zé Pité, que, com seu piano caprichado, se encarrega de receber (de 20h às 21h) os espectadores que vão chegando ao Mistura Carioca.
Tea for two
Vincent Youmans, Irving Caesar e Otto Harbach
Picture you upon my knee
Tea for two and two for tea
Just me for you and you for me alone
Nobody near us to see us or hear us
No friends or relations on weekend vacations
We won't have it known, dear
That we own a telephone, dear
Day will break, and you'll awake
And start to bake a sugar cake
For me to take for all the boys to see
We will raise a family
A boy for you, a girl for me
Oh, can't you see how happy we would be?
Escrito por mascavinhas às 15h29
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1, 12, 7, 2, 4
Aos petizes, cujo dia se comemora amanhã (arapuca da qual poucos conseguem escapar!), mais uma letra do show do próximo domingo (dia 15) que farei com Teresa Cristina, Grupo Semente e Mariana Bernardes no CCC – serviço no pé deste poste:
Os números
Raul Seixas e Paulo Coelho
Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção
Falar do número um...
Falar do número um não é preciso muito estudo,
Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo,
Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo.
Agora o doze
É só de pensar no doze que então quase desisto,
São doze meses do ano, doze apolos de Cristo,
Doze hora é meio-dia, haja dito e haja visto.
Agora o sete
Sete dias da semana, sete notas musicais,
Sete cores do arco-íris nas regiões divinais,
E se pintar tanto sete, eu já não agüento mais.
Dois!
E no dois o homem luta entre coisas diferente,
Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente
Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente.
Agora o quatro!
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal,
Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal,
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval.
Pra encerrar
Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum,
Mas as coisas que eu disse não são lá muito comum,
Quem souber que conte outra, ou que fique sem nenhum
Serviço
Nome do show: Semeando samba e outras batucadas
As batucadas: samba, baião, marchinha, quadrilha, ciranda e jongo.
Quando: domingo, dia 15, às 17h. Antes, às 15h, estão programadas oficinas de música, acrobacia, literatura e culinária.
Onde: Centro Cultural Carioca (Rua do Teatro, nº 37 - Praça Tiradentes). Quanto: R$ 16 (acima de 13 anos), R$ 8 (5 a 12 anos) e grátis (até 4 anos).
Escrito por mascavinhas às 09h03
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Vem mais gente
aí
Ainda no aquecimento pro dia das crianças, informo que foi
amplamente actualizado o blógue da
Clarinha, essa princesinha da photo que é minha
afilhada.
Como os amigos hão de perceber, a
pequena se prepara para dividir seu reinado com a irmãzinha Luísa, que por
enquanto é só uma barriga (“Está polimerizando”, diz o avô) mas em breve estará
por aí abrindo o berreiro e consumindo fraldas.
Um viva à família
Goldenstein.
Escrito por mascavinhas às 08h59
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O contínuo e a secretária
O contínuo se aproxima sorrateiro da mesa da secretária, que interrompe conversa telefônica (mão no bocal).
Ela: Opa, opa, opa! Parado aí!
Ele: ... (cara de espanto)
Ela: Estou cansada de você aqui roubando clipes.
Ele: Ué, mas...
Ela: Ou o senhor não tem um potinho igual a esse na sua mesa?
Ele: Ãrrã. (detalhe importante: ele nem mesa tem)
Ela: O que é que é “ãrrã”?! É pigarro, é?
Ele: É que...
Ela: Anda. Sai daqui ou já já te arrumo um serviço.
Escrito por mascavinhas às 12h34
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À Tiradentes
Será franca a entrada da Gafieira Estudantina, às 21h de hoje, quando será lançado o CD “Sobras repletas” (pelo selo Alma), em homenagem ao compositor Mauricio Tapajós (1943-1995). Do disco participam, entre outros, Chico Buarque, Mônica Salmaso e Joyce.
Pra quem não conhece, o homenageado é autor de músicas como Tô voltando, O samba bate outra vez (ambas com Paulo César Pinheiro), Mudando de conversa (com Hermínio Bello de Carvalho), Querelas do Brasil (com Aldir Blanc) e desta marcha do repertório rancheiro – alô, Flor do Sereno! – que irei “defender” hoje à noite, acompanhado da Furiosa Portátil:
Marcha-regresso
Mauricio Tapajós, Elton Medeiros e Cacaso
E vamos nós,
E vamos mais,
Buscar saudades
Em outros carnavais
Repara que já nasce a madrugada
E vai crescendo
Nossa triste canção
Vamos chegando
E a marcha-regresso
É um adeus em cada coração
É um aceno de saudade
E vamos despertar esta cidade adormecida
São tantas as canções
Que temos pra cantar
E vamos que cantar é importante nesta vida
La ra la la la ra la ra
Vamos chegando...
E a marcha-regresso
É um adeus em cada coração
É um aceno de saudade
Ah, carnaval...
Tanta coisa me vem na lembrança
Mas não faz mal
Carnaval
Vai ficar para sempre
Basta chegar
Para ver
A beleza dos ranchos
E vamos nós
Hoje o dia vai nascer
Escrito por mascavinhas às 11h30
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Ruth Copacabana (minha Personagem da Semana)
Senhorinha ágil, independente e despachada, Dona Ruth é dessas pessoas com quem, apesar dos 82 anos, basta conversar por uns 15 minutos pra deixar de lado o "Dona". Mais 15 minutos e já vira "Vovó" – como passou a chamá-la minha digníssima (na foto com ela), já no fim do trajeto até Paquetá.
Dentre os causos que dividiu conosco na travessia das águas guanabarinas – sempre sorridente, serelepe – o mais curioso foi sobre as aulas de bicicleta que tomou na ilha, no tempo em que a Baía ainda era nadável. Tanto que um dia foi pra dentro d'água com bicicleta e tudo (não conseguiu frear na descida da R. Maria Freire) e está aí, vivinha da silva.
O detalhe interessante é que o instructor de Vovó Ruth era desprovido de um braço. Isso mesmo: era "braceta" o camarada que ensinava a mocidade insulana a usar o principal meio de transporte paquetaënse.
Outro facto pictoresco sobre a personagem é que, como eu, ela dorme tarde pra chuchu. O motivo: o computador que lhe foi presenteado pela neta (nossa estimada Nanavaz) e o acesso à internet que ela passou a ter. Navegadora de primeira, nossa nova amiga não sai da web.
"Só não arrumei ainda foi namorado", diz, matreira, a vovó virtual, que troca correspondência pelo endereço "ruthcopacabana arroba etc e tal".
E então: é ou não é uma peça rara?
Escrito por mascavinhas às 19h04
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Gonzagão
Aprendendo esta beleza de música, para evento sambístico-infanto-juvenil de que participarei com Teresa Cristina, Pedro Miranda e Mariana Bernardes, próximo domingo (15), no CCC:
Olha pro céu
Luiz Gonzaga e José Fernandes
Olha pro céu, meu amor
Vê como ele está lindo
Olha pra aquele balão multicor
Como no céu vai sumindo
Foi numa noite igual a esta
Que tu me deste o coração
O céu estava assim em festa
Porque era noite de São João
Havia balões no ar
Xote, baião no salão
E no terreiro, o teu olhar
Que incendiou meu coração
Escrito por mascavinhas às 13h24
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