
Entre o Ceará e o Maranhão
De tantos blefes, desmentidos e raiva mútua que vêm demonstrando Veja e Carta Capital, está dureza pôr a mão no fogo por informações confiáveis dessas revistas. A não ser que o leitor, militante apaixonado de Lula ou Alk, queira acreditar num dos dois arsenais.
Aí, é moleza: “Globo sem vergonha!”, “Viva Diogo Mainardi!”, por aí afora. É só exibir a capa da revista (e seus argumentos contra o adversário) e a vida fica mais divertida. Uma beleza!
Um bom refúgio tem sido a recém lançada piauí, com pê minúsculo, que, si por um lado não traes contehudo factual, por outro é relevância pra dar e vender – sem contar que é feita por uma certa Editora Alvinegra e suas matérias terminam com uma estrelinha branca sobre escudo preto.
Paixão alvinegra à parte (minha e do editor), a leitura é recomendadíssima.
Escrito por mascavinhas às 10h54
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Mané atarefado!
Que o aniversário de Garrincha (o 73º, se êlle estivesse vivo...) inspire a moçada alvinegra e amanhã o Botafogo faça um bonito lá em Campinas, contra a Ponte Preta.
Que Mané também aproveite a data para dar um força ao amigo Nilton Santos, que, há duas semanas internado no Hospital de Laranjeiras (devido a complicações cardíacas), vai se recuperando aos bocadinhos.
Escrito por mascavinhas às 10h50
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O outro “torto”
Outro ídolo dos bons a aniversariar amanhã é Nelson Cavaquinho, que, si não era do mesmo team de Garrincha (seu coração era Vasco), também era um “torto” – sobretudo nos temas de seus sambas.
Revertério
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito
Do pó vieste e para o pó irás
Neste planeta tudo se desfaz
Não deves sorrir do mal estar de alguém
Porque o teu castigo chegará também
Vives como um fidalgo
Guarde a tua riqueza
Que eu ficarei com a pobreza
Eu me considero rico em ser pobre
Faça como eu, que sempre soube ser nobre
Tens um coração de pedra, de ninguém tens dó
Tu também és um que vieste do pó
Vives como um fidalgo
Guarde a tua riqueza
Que eu ficarei com a pobreza
Escrito por mascavinhas às 10h48
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Inté,
Zé!
Hoje tem a saideira de Zé Pité no
nosso Samba – o mapa do
Rio, este que segue até o fim de novembro. Uma pena pros que
chegam cedo ao Mistura Carioca, especialmente meu pai – que pede músicas do
início ao fim e, quase sempre atendido, aplaude depois de um jeito que é muito
dele: palmas espaçadas, demonstrando reverência.
Conhecer o Zé foi, como cantar com
Ana Costa, das coisas mais bacanas desse projeto. Pra saudar a saideira do nosso
“pianeiro”, uma das costumeiras do repertório dele:
Cheek
to cheek
Irving
Berlin
Heaven...
I'm in heaven
And my
heart beats so that I can hardly speak
And I seem
to find the happiness I seek
When we're
out together dancing cheek to cheek
Heaven...
I'm in heaven
And the
cares that hung around me through the week
Seem to
vanish like a gambler's lucky streak
When we're
out together dancing cheek to cheek
Oh, I love
to climb a mountain
And to
reach the highest peak
But it
doesn't thrill me half as much
As dancing
cheek to cheek
Oh, I love
to go out fishing
In a river
or a creek
But I
don't enjoy it half as much
As dancing
cheek to cheek
Dance with
me!
I want my
arms about you
The charms
about you
Will carry
me through to...
Heaven...
I'm in heaven
And my
heart beats so that I can hardly speak
And I seem
to find the happiness I seek
When we're
out together dancing cheek to cheek
Escrito por mascavinhas às 00h15
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Apareceu a
margarida!
Ausente do debate entre Lula e
Alckmin (que trocam enxurradas de números e percentuais como se jogassem um
balde d’água na cara do outro), nossa combalida Cultura – essa que há tanto
tempo luta por 1% do orçamento do governo – virou, enfim, assunto na campanha
presidencial.
A matéria – assinada por Rodrigo
Pinto – foi publicada ontem n’O Globo Online (leia
aqui) e trata o tema de forma breve, enxuta e
equilibrada.
Só senti falta do nosso querido y
orgulhável Projeto Pixinguinha, iniciativa das mais importantes do Governo
Federal (via Funarte) que no ano que vem comemora – se Deus quiser na estrada -
o 30º aniversário de sua criação.
Escrito por mascavinhas às 00h13
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Bancos de pelúcia (alguém explica?)
Bem que dizia um comercial recente do Unibanco: nem parece banco.
Não faz muito tempo os bichinhos animados dos filmetes publicitários (veja aqui) viraram pelúcias distribuídas nas agências. “Você é desse banco, titio?”, perguntava ansioso meu sobrinho de 6 anos.
Já o Bradesco faz tempo que inventou para garoto-propaganda um rato. Não sei se já materializaram o roedor, mas também funciona com os petizes: “Titio, duvido que você me dê um ratinho desses!”
E agora vem a Caixa, também com sabe-se-lá-o-quê de pelúcia (parecem uns extraterrestres), para municiar o arsenal dos pequenos chantagistas que nos cercam.
Foi-se, enfim, o tempo em que o perigo maior era a prateleira dos chocolates no supermercado.
Escrito por mascavinhas às 00h09
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Vinde, vinde, moços e velhos!
Ouvir a voz de Amélia Rabello é o fino. Mas a interpretação que mais me impressionou ontem à noite foi a da irmã dela, a estimmada Luciana, abrindo o show da Sala Funarte Sidney Miller – cavaquinho e voz-contralto – com esta beleza de samba inédyto:
Em cada mágoa existe um samba (ou Violão na madrugada)
Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro
Só o som de um violão na madrugada
É que pode aliviar ou consolar um dissabor
E não há solução para o fim de um amor
A não ser outro amor
Foi o que eu aprendi pelas calçadas
Só cantar é que ameniza
O pranto de quem ama
Se uma dor desfaz na brisa a ilusão
Só um verso acende a chama do perdão
Foi isso que aprendi cantando samba
Noite, violão, bebida
Amigo e ambiente
Bastam pra que a gente
Exponha a vida
E deixe a alma transparente
Pra você não entristecer
Em cada mágoa existe um samba
E eu canto o samba pra você
Para quem perdeu, hoje tem repeteco, novamente às 18h30 – ingressos a módicos R$ 5 (a “meia” sai a R$ 2). Acompanham as duas irmãs o violão de Mauricio Carrilho, o piano de Cristóvão Bastos e as percussões de Marcos Tadeu (jovem crack da safra de Cordeiro).
Participações especiais dos herdeiros talentosos de Luciana e Paulo César Pinheiro: Ana (cavaquinho) e Julião Rabello Pinheiro (violão de 7 cordas).
Escrito por mascavinhas às 01h41
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Ah, essa mendicância...
“Se não tem albergue ou não quer ficar em albergue, então fica no meio do mar. Bota num navio e descarrega longe.”
Como os amigos devem ter lido ontem, a frase saiu da boca da aposentada Maria Dora dos Santos Arbex – esta que recebeu da Câmara Municipal a Medalha Pedro Ernesto por ter se livrado d’um ladrão na base do pipoco (serviços prestados à sociedade, sacomé?).
Foram tantos os aplausos no plenário (dos Bolsonaros, dos periquitos do MV-Brasil, do Sivuca, do Fred Krueger, da juíza-candidata, do Eurico...) que a titia pistoleira se esqueceu de dar crédito a sua mentora espiritual.
Ou os amigos não se lembram de Sandra Cavalcanti e sua cartilha para o tratamento de mendigos y favellados?
Não?! Então sugiro um breve passeio por esta página do site Usina de Letras e pelos blógues PandiniGP e Visão Crítica. Já o site Favela Tem Memória traz uma matéria histórica sobre a Secretária de Assistência Social do governo Carlos Lacerda e a chuva de pedras que ela levou na favela Praia do Pinto.
Escrito por mascavinhas às 01h40
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Extra, extra, extra!
Sabe aquelas cousas que achávamos que nem existissem mais - dentre as quaes figuram a lambada, a virgindade e o Matsubara? Pois então leiam o relato que nos envia de Barranquilla, na Colômbia, o amigo Paulo Aragão:
“Estávamos tranqüilamente tomando nosso café da manhã, ontem às 7 horas, nos preparando para a masterclasse que daríamos a partir de 8 da manhã. O restaurante do hotel era aberto e já estava o calor tropical quente típico deste esculhambado balneário ("a terra de Shakira"). Eis que surpreendentemente, o restaurante subitamente é invadido por ELAS... as misses!
A cidade está sediando o concurso de miss mundo, e todas as misses estão hospedadas no nosso hotel! Passam o dia visitando as redações dos jornais e rádios locais e ensaiando (?!) para os eventos competitivos. As misses já estão impecavelmente maquiadas às 7h da manhã, vestem roupas casuais-tropicais, usam saltos de 20cm (!) e, o que nos pareceu muito singular, já vestem suas faixas (!!?), que serão conservadas sempre que aparecem em público, para que possamos saber quem é a Miss Curazao, a Miss Marrocos, a Miss San Marino (?), etc.
Ao saber que o Quarteto Maogani estava hospedado no hotel, nossa representante brasileira no certame não se conteve e veio nos pedir para que tirássemos uma foto com ela. Apesar de muito atribujados, concedemos a ela a foto, como forma de incentivo no difícil concurso.

PS: Aprendam que uma verdadeira miss só posa para fotos um com pezinho à frente!"
Escrito por mascavinhas às 00h22
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Que nem filme americano
Final feliz pra todo mundo na Fórmula 1.
Para Massinha, que pelo menos até março vai gozar de prestígio maior que o de Rubinho. Para Alonso, claro, bicampeão mais jovem da história da F1. E para Schumacher, que, se não levou o oitavo caneco, correu o fino na prova que fechou a carreira mais vitoriosa de um piloto em todos os tempos.
Escrito por mascavinhas às 00h11
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Alô, Nictheroy!
Muitos vivas para Fred Martins, que neste fim de semana conquistou o Prêmio Visa 2006 – edição compositores, tanto no voto popular quanto no júri do concurso.
Sujeito de primeiríssima (compositor idem) que tive o prazer de conhecer ano passado em Macapá, durante o Projeto Pixinguinha, ele é o segundo nictheroyense a levar o troféu em nove anos de Prêmio Visa – o primeiro foi o pianista André Mehmari, em 1998.
Nos dias 16 e 17 de novembro, Fred será uma das atrações da Pauta Funarte de Música Brasileira – projeto que apresenta artistas na Sala Funarte Sidney Miller, sempre às 18h30, com ingressos a preços populares: R$ 5 (inteira) e R$ 2 (a “meia”).
Escrito por mascavinhas às 00h10
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