
Avant-dernière
Mais uma do repertório de Samba, o mapa do Rio, nosso show semanal no bar Mistura Carioca (Gomes Freire, 791 - Lapa), que tem hoje sua penúltima apresentação. Letra e música têm como muso o crooner Walter Alfaiate, que gravou este samba em seu primeiro CD: Olha aí (1998).
Botafogo, chão de estrelas
Paulinho da Viola e Aldir Blanc
Quando
O Paraíso das Cabrochas
Do Seu Oswaldo Tintureiro
Desfilou e abriu o mar
O mar
Que também é quizumbeiro
Morreu assassinado Matinada
Nas confusões que vestem fevereiro
Botafogo saiu pelo Sem-Rival
Brincou com os Gaviões
E do Funil eu era fã
Juntos mar e fantasia
Ganhando prêmios do Correio da Manahã
Mauro Duarte
Engenho e arte
Como disse o cantor dos navegantes
Vindo à vela da Rua Marquês de Abrantes
Com Pica-Fumo, Ivo e Zorba Devagar
Miúdo, Eli Campos e Jair Cubano
Alcides no Cantinho da Fofoca Nacional
Figuras nobres no imaginário
Do país do carnaval
Depois, com Niltinho Tristeza
O samba se uniu para brilhar
Ganhou paradas e foi aquela beleza
Tanto fazia ser de Botafogo ou do Humaitá
Pra quem chegar
Pra quem chegar agora
E ouvir a minha história
Meu samba tem
A honra de anunciar
Sou a estrela solitária
Botando fogo no crepom azul do mar
Escrito por mascavinhas às 00h05
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Oásis no
Planalto
Vira e mexe faz bem visitar o Pé-Sujo de Juarez Becosa,
mas desde ontem que o blógue d'O Globo conta com mais um bom motivo para um
passeio por lá.
É que ontem foi apareceu por lá um
pôste sobre o um bar dos mais interessantes: o Beirute, que,
quarentão como Brasília, é um verdadeiro oásis naquela secura que é a nossa
capital. Pois já estive lá e assino embaixo de tudo que escreveu o blogueiro,
principalmente a história de a casa ser um "espelho democrático" do
DF.
Pois, se Brasília é cheia de
superquadras, políticos, ângulos retos e prédios monumentais, o Beirute é
simplinho, honestíssimo na cozinha e freqüentado por uma mistureba (viva!)
completamente sem cerimônia.
Isso sem falar na delícia do chope,
que, naquela aridez estranhíssima, desce melhor que disco do Chico
Buarque.
Escrito por mascavinhas às 10h24
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Portabilidade
Sabe lá o que é isso?
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), "é a facilidade que permite ao usuário de telefonia manter o código de acesso (número telefônico), independentemente da prestadora que disponibiliza o serviço. Com a sua implantação, o assinante poderá mudar de operadora (fixa ou móvel) e levar consigo o número de telefone para a nova prestadora."
A proposta – já discutida em audiências realizadas no Rio e em Brasília, São Paulo e Fortaleza – está pela aprovação do Conselho Diretor da Anatel para ser publicada no Diário Oficial da União e começar a vigorar.
Para mais informações sobre esta preciosa novidade (Mascavinhas em dia de uthilydade públicca!), sugiro uma visita ao portal da Agência.
Escrito por mascavinhas às 10h16
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Mais uma
Gravando hoje, entre outras marchinhas, para compilação do gênero que vai sendo preparada sob direção de Luís Filipe de Lima (o popular Filipel). Em breve, nas melhores (y piores!) casas de Ramos.
Prato fundo
Noel Rosa e Braguinha
Se como tanto
Aprendi com a minha avó
Na minha casa
Só se come em prato fundo-e-ó-dó
A minha mana
Para esperar o almoço
Come casca de banana
Depois engole o caroço
E o meu titio
Faz vergonha a todo instante
Foi ao circo com fastio
E engoliu o elefante
A minha tia
Já engoliu uma fruteira
Estou vendo ainda o dia
Que ela almoça a cozinheira
E depois disso
Leva sempre a dar palpite
Toma chumbo derretido
Para abrir o apetite
Meu bisavô
Que era um índio botocudo
Devorou a tribo inteira
Com pajé, cacique e tudo
E a minha avó
Que comia à portuguesa
Reduziu dois bois a pó
E inda quis a sobremesa
Escrito por mascavinhas às 00h33
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Cae um mytho!
De passagem pelo Brazil, a amiga Claudia Delgado (apellidada Cáuca) não veiu ao Rio de Janeiro apenas para matar saudade dos compatriotas, mas também para cumprir importante missão.
A cherida Cáuca, que visita nossas terras em companhia de seu marido Etienne e do pequeno Francisco (êste que ainda se encontra na barriga), passou um mez hospedada no edifício de nº 50 da Rua Almirante Gonçalves, em Copacabana.
Os mais attentos hão de ter percebido atravez do endereço: trata-se daquêle prédio que tem por play-ground nada menos do que o botequim Bip-Bip.
Pois a nossa ammiga, que amanhã toma vôo de volta para a Cidade Luz, onde rezide, brindou os freqüentadores do bar do Alfredinho com um alento de comphortar o mais irritadiço dos barbudinhos: "Na minha janella, não há quazi barulho... Não passa de mytho o allarido que é feito por esses visinhos no sentido de abreviar as nossas rodas-de-samba!"
A única excepção, claro, são as ruhidosas frazes do popular João Pinnéo.
Escrito por mascavinhas às 00h21
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Mais uma pro Mané

Essa saiu do blógue de Gustavo Duarte, cracaço do desenho e da charge, além de titular do LANCE! (ao lado do não-menos-competentíssimo Mário Alberto).
Ilustrou o texto mais recente da coluna de Armando Nogueira no diário esportivo, publicada no último sábado.
Escrito por mascavinhas às 00h13
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O contínuo e a secretária
Ele: Bom dia.
Ela: Boa tarde!!!!!!
Ele: ...
Ela: Espero que o mocinho tenha um bom motivo para ter chegado a essa hora...
Ele: Tive que ir no posto médico, tô morrendo de dor nas costa.
Ela: Ah, deve estar horrível mesmo.
Ele: ?!
Ela: Quando as costas viram “as costa” (exagerando nos ésses), é porque nem “ésse” você tá agüentando carregar.
Escrito por mascavinhas às 10h08
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Parceria (ou Licença errática)
Que Zeca Pagodinho é um cantor de primeira, disso pouca gente discorda. Que ficou bonito à beça o som big band deste CD/DVD Gafieira, acho que o povo também há de concordar – quem ainda não ouviu pode conferir aqui, no site especial feito pela MTV.
Só não gostei d’ele ter mudado a letra do geraldo escolhido pro repertório... Porque não se trata de um “e” a menos ou um “mas” a mais, desses que não alteram o sentido da história contada no samba.
O verso errado (vide grifo na letra a seguir) muda o enredo do que ele está cantando.
Pisei num despacho
Geraldo Pereira e Elpídio Viana
Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei num despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho
Meu samba e meus versos
Apesar do sucesso (o certo: Não fazem sucesso)
Há sempre um porém
Vou à gafieira, fico a noite inteira
No fim não dou sorte com ninguém
Mas eu vou num canto
Vou num pai-de-santo
Pedir qualquer dia
Que me dê uns passes
Uns banhos de ervas
E uma guia
Está aqui o endereço
Um senhor que eu conheço
Me deu há três dias
O mais velho é batata
Diz tudo na exata
É uma casa em Caxias
Escrito por mascavinhas às 10h08
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Fim de semana estrelado
Mané atendeu nosso pedido (nosso anjo nunca falha!) e o Glorioso voltou de Campinas vitorioso, fazendo a alegria de botafoguenses e tricolores.
Devem ter festejado também os torcedores do Guarani, grande rival da Ponte, que desde 2004 ocupa a Série B e neste ano luta para não ser rebaixado à Série C (no futebol, como se sabe, secar o outro está longe de ser um pecado).
A segunda-feira é propícia, portanto, a um texto da primeira fornada que sai do recém lançado Histórias do Brasil – blógue lançado há dez dias pelo professor de História Luiz Antonio Simas, ilustre imperiano e botafoguense.
A ESTRELA DA DEMOCRACIA
Tenho, dentre várias convicções, irrefutável tese sobre o lançamento do sinistro Ato Institucional número 5, em 13 de dezembro de 1968. Este nefando ato, lançado no governo do sargento Costa e Silva (acabei de rebaixar de patente essa grotesca criatura), representou o marco do endurecimento do regime autoritário implementado em 1964. Reforço da censura, fim do habeas-corpus para delitos de natureza política, cassações e banimentos, foram algumas das medidas estabelecidas.
Vejam vocês que os livros de história abordam o AI-5 considerando que o ato foi uma reação da linha-dura do regime aos acontecimentos de 1968, como a passeata dos 100 mil, as greves de Contagem e Osasco e as reações estudantis ao assassinato de Edson Luís pela polícia. Mas falta o fundamental. E o fundamental, meus queridos, é o papel que o Botafogo de Futebol e Regatas desempenhou nessa história. Vamos a ele.
A íntegra aqui.
Escrito por mascavinhas às 10h07
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