De pés molhados!
O tempo está mais pra Cidade Lagoa (“Qualquer chuva causa enchente, não precisa ser toró...”), mas a letra do pôste é essa aí, a ser gravada amanhã – em coro – dentro d’aquêlle projecto das marchinhas.
Vagalume
Vitor Simon e Fernando Martins
Rio de Janeiro
Cidade que nos seduz
De dia falta água
De noite falta luz
Abro o chuveiro
Não cai um pingo
Desde segunda-feira
Até domingo
Eu vou pro mato
Ai, pro mato eu vou
Vou buscar um vagalume
Pra dar luz no meu chatô
Escrito por mascavinhas às 16h09
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Muita paz
...e amor à beça para a namorada convalescente no sábado e no domingo.
Que o fim de semana, depois do sábado na lida e domingo com os 85 anos da vó Gylce, termine em notícias médicas mais alvissareiras.
Escrito por mascavinhas às 16h08
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Sociaes
Amizades feitas no meio da gente do samba e do choro, as queridas Mônica Ramalho e Roberta Santiago foram algumas das boas presenças no bota-fora de Samba, o mapa do Rio, ontem à noite, num Mistura Carioca tomado por milhares de fans entristecidos com o fim de temporada tão retumbante.
“Fiquem, fiquem, fiquem!”, gritava o salão do bar lapense, onde se via, entre tantos, gente da estirpe de Paulo Aragão, Mauricio Carrilho, Nanna Vaes, Ana Paz, os bambinos Abu e Maria Ferreira, além de Mônica e Roberta (que também estiveram na estréia, quando foi tirada a foto deste pôste).
Escrito por mascavinhas às 16h06
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Tchau e bença
Hoje à noite tem o bota-fora de Samba, o mapa do Rio – este em que cantei com Ana Costa (ô, sorte!) e elenco encabeçado pelo amigo Lucas Porto. Começa às 22h e o local é o bar Mistura Carioca (Gomes Freire, 791 - Lapa).
O repertório tem sambas como este, um “quente” gravado por Aracy de Almeida em 1943, e que é brilhantemente cantado pela Aninha:
Gosto mais do meu Salgueiro
Wilson Batista
Não posso sair do Salgueiro
Estamos em fevereiro!
Você quer me levar pra Copacabana
Quer me ver toda bacana
Mas já tenho pandeiro
Samba primeiro, samba primeiro...
Gosto muito de você
Mas tenho amor ao meu Salgueiro
Eu sou lá no morro
A porta-estandarte
Já ganhei medalha
Sambar é uma arte
Já me batizaram
O Samba em Pessoa
Mas não deixo o Salgueiro
Assim à toa
Escrito por mascavinhas às 11h36
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Carrilhão, o pândego
O site da Escola Portátil de Música traz um perfil delicioso de Álvaro Carrilho pela amiga Nanavaz.
Irmão de Altamiro Carrilho, primeiro provador dos quitutes de Dona Zélia (sua esposa) e pai das boas figuras que são Mauricio e César, o flautista amador se revela também um senhor contador da história da família.
Como a página não permite que se faça um link direto daqui, tem que clicar na chamada para a seção “Entrevista” (com fotinho do Carrilhão) no lado direito da página inicial.
Escrito por mascavinhas às 01h17
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Galo forte vingador
Salve o Atlético Mineiro – mais um grande a deixar a segundona na bola e a dificultar a ressurreição da virada de mesa.
E salve Levir Culpi, técnico cada vez mais especializado em desenterrar os grahudos.
Escrito por mascavinhas às 00h55
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Tem mais “samba”
Lá se vão mais de 40 anos desde que Ary Vasconcelos apontou em seu Panorama da Música Popular Brasileira que o famoso Pelo telefone (Donga e Mauro de Almeida), de 1917, não foi a primeira música registrada como “samba”. Antes dele, em 1914, A viola está magoada já tinha sido gravada por Bahiano, Júlia e o Grupo da Casa Edison.
Outras músicas que volta e meia são citadas como “sambas” pré-17 são Um samba na Penha (1909), Em casa da baiana (1911) e Samba roxo (1915).
Pois agora vem o livro A Eléctrica e os Discos Gaúcho, de Hardy Vedana, com um batalhão de títulos anteriores ao consagrado maxixe (a Agenda do Samba & Choro e o Jornal Musical já publicaram notas a respeito do lançamento).
Há 10 gravados em discos cujos selos dizem “samba”: A rolinha (Duque Bicalho, em 1915/16), Joaquina (Pedro Bifano, em 1915), Mulata do Norte (Romeu Silva, em 1915), Nhá Maruca foi simbora (Américo Jacomino, em 1915), Samba africano (Geraldo Magalhães, em 1915), Samba na roça (autor desconhecido, em 1914), Vadeia Cabocolinho (idem, em 1915), Vamo, Maruca, vamo (Juca Castro, em 1915), Viola afamada (Antonio de Jesus, em 1915/16) e Yá-Yá vem à janela (autor desconhecido, em 1915/16).
E quatro que foram gravados como “samba carnavalesco”, todos de 1915: A bahianada (autor desconhecido), Catira francana (autor desconhecido), Nhá Moça (Marcelo Tubynambá) e Yá-Yá me diga (Raul Moraes).
PS: A título de curiosidade, o site do Instituto Moreira Salles traz gravações de alguns dos títulos citados, entre eles Joaquina, Samba africano e Vamo, Maruca, vamo. Vale entrar no "acervo online" e pesquisar pelos títulos.
Escrito por mascavinhas às 00h23
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Telegraphicamente
O quê: cantoria na semana que vem;
Com quem: Alfredo Del-Penho;
E mais quem: Ana Rabello, Joana Queiroz, Marquinho Basílio e Paulino Dias;
Quando: 18 e 19/11 (sábado e domingo), às 18h30;
Onde: Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil;
Quanto: R$ 10 (ingressos já à venda na bilheteria do CCBB!);
Por quê: o show fará parte da série Pequeno Caderno de Música Popular, que comemora o centenário do ediphyceo;
No refeitório: músicas dos CDs Dois bicudos (2004), Lamartiníadas (2005), Cachaça dá samba (em breve) y avulsos.
Escrito por mascavinhas às 17h15
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Vai pro trono ou não
vai?
Disco bom não precisa de gancho
(como as matérias do pôste de ontem), mas a inclusão na Discografia
Básica da Música Brasileira do álbum duplo Elizeth Cardoso / Zimbo Trio / Jacob do
Bandolim / Época de Ouro – Ao vivo no Teatro João Caetano (1968) me fez
tirar o CD da prateleira e começar a ouvir pela faixa que mais gosto das
39.
É a 22 (CD1), com Elizeth cantando
lindo e a gente ouvindo, quase 40 anos depois, o vozeirão cheio dela desafiando
o silêncio “de missa” de um João Caetano lotado. Quem tiver o disco – lançado
recentemente pela Biscoito Fino – que ouça e comprove.
Jamais
Jacob do Bandolim e Luís
Bittencourt
Julgas que nunca te
amei
E hoje escarneço de
ti
Relembrando que quando
sofri
Chorei
E Deus que ouviu sem
cansar
Promessas e juras de
amor
Só Ele sabe que eu te
adorei
Com fervor, com
ardor...
Mas finalmente
passou
A febre com que eu te
quis
A estrela que me faz
feliz
Voltou
E não me recordo da
dor
Que senti ao perder esse
amor
Este amor que tal qual uma
flor
Já murchou
A Discografia Básica da Música
Brasileira é uma das atrações do Jornal Musical – site de notícias e
referência que, editado por Tárik de Souza, tem em seu cast cracks do quilate de uma Mônica Ramalho
e de um Paulo César de Andrade (também conhecido como “O
Pesquisador”).
Toda semana um disco novo é
submetido ao crivo dos internautas já tendo sido selecionados, entre outros CDs,
Acabou chorare (Novos Baianos), Gente da antiga (Pixinguinha, João da
Baiana e Clementina de Jesus) e Tropicália ou Panis et Circensis (Nara,
Mutantes e + 10).
Escrito por mascavinhas às 12h41
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É ou não é piada de salão...?
Dono de um passado glorioso e um presente que só faz despencar, todo mundo já percebeu que Ronaldo está a um passo de figurar no pelotão dos “ex-jogadores em atividade” (o passo que falta, dizem as más línguas, seria o Flamengo).
Depois de ir para o banco de reservas do Real (“Tiraram minha vida”, queixou-se) e ser anunciado como próxima atração d’Os Simpsons, a estrela maior do penta agora se saiu com a pior das bizarrices: quer o Prêmio Nobel da Paz (!!!).
“Assim eu me sentiria importante”, disse o maior artilheiro das Copas do Mundo ao jornal espanhol ABC. “Muitas vezes penso que minha missão neste mundo é fazer as pessoas felizes.”
Ou seja: pirou de vez. No lugar de emagrecer (e jogar mais alguns aninhos) e fazer gols em vez dizer bobagens, decidiu que agora vai se dedicar apenas à dura vida de celebridade.
O próximo passo deve ser o Óscar (ou o programa do Amaury Jr.).
Escrito por mascavinhas às 12h39
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Boa agenda pra hoje
Às 19h tem Quarteto Maogani na Sala Baden Powell (Av. N.S. de Copacabana, nº 360), com ingressos a R$ 10 e R$ 5.
Às 20h, na Livraria da Travessa d’Ipanema (a maior, que fica no nº 572 da Visconde de Pirajá), a editora Publifolha convida para o lançamento de dois títulos da série Folha Explica: Dorival Caymmi (de Francisco Bosco) e Vinicius de Moraes (de Eucanaã Ferraz).
Quem for rápido pode até emendar um programa no outro.
Escrito por mascavinhas às 01h44
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Pô... Erraram de Nelson!
Há pouco mais de uma semana tratei de elogiar aqui a recém-lançada piauí – revista publicada pela gloriosa Editora Alvinegra – para a concordância d’alguns e discordância d’outros.
Pois ontem fui comprar o número 2 e quase caí pra trás.
É que resolvi começar minha leitura pelo fim, na página 69 (sem sacanagem), que traz um texto assinado por Nelson Sargento (“Cortina de fumaça”) sobre o cigarro nas letras da música popular brasileira.
É certo que o assunto rende muito mais do que a meia página ocupada pelo apanhado de oito sambas citados “pelo compositor mangueirense”, mas isso está longe de ser pecado perto de duas batatadas que passaram no texto e que – tudo leva a crer – não foram cometidas por Nelson Sargento.
A primeira está no parágrafo 7, que abre informando que “Erivelton Martins usa o cigarro para lembrar da amada”. Derrapada na grafia do nome do autor de Ave Maria no morro, que é Herivelto Martins (com H e sem n).
A segunda – suspiro derradeiro – aparece no antepenúltimo parágrafo, onde o texto diz: “Até mesmo eu, no samba ‘Notícia’, falo dele. ‘Guardei até onde eu pude guardar, o cigarro deixado em meu quarto’, escrevi e canto.” Só que o samba citado é de Nelson Cavaquinho (com Alcides Caminha e N. Bahia).
Ou seja: as duas patuscadas evidenciam que o texto, embora assinado por Nelson Sargento, não foi feito por ele. Primeiro porque o autor de Agoniza mas não morre e Falso amor sincero, como grande memória viva do samba que é, dificilmente desconheceria a grafia do nome do mangueirense Herivelto. Segundo, pois ele certamente não se apossaria “sem querer” de um samba manjado de Nelson Cavaquinho – outro ilustre mangueirense, além de seu amigo.
Conclusão da história: não custa sugerir ao ghost writer que da próxima vez pelo menos mande o texto pr’uma revisão de quem assina.
Escrito por mascavinhas às 01h44
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Notícia Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e N. Bahia*
Já sei a notícia que vens me trazer
Os teus olhos só faltam dizer
Que o melhor era eu me convencer
Guardei até onde eu pude guardar
O cigarro deixado em meu quarto
É a marca que fumas
Confessa a verdade, não deves negar
Amigo como eu jamais encontrarás
Só desejo que vivas em paz
Com aquela que manchou meu nome
Vigança...
Meu amigo, eu não quero vingança
Os meus cabelos brancos me obrigam
A perdoar uma criança
*Para o Dicionário Cravo Albin e para o Jornal Musical, o N. é de Nourival (diferentemente do Cliquemusic, que informa Norival).
Escrito por mascavinhas às 01h35
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Vrrrruuuummmmmmmmm...
Primeiro dei de ombros para o banzo que se abateu sobre minha senhoura.
Si ela estava entregando seu Uninho surrado (+ algum cascalho) em troca de um Gol cheio das nove horas, ora, então qual o motivo para tanta lamúria...?
A resposta veiu em seu blógue, para quem quisesse ler, num daqueles pôstes confessionais – e bonitos – do seu Lameblogadas. O motivo é a memória affectiva: aquella que todos nós temos, mas que vira e mexe escapa à percepção dessa gente mais ligada à matéria (isto é: a gente que não é de Peixes).
Mas o tempo há de fazer (agora pragmaticamente, como manda a cartilha ariana) com que o Golzinho recém chegado seja merecedor de memórias tão bacanas – não os arranhões! – quanto as que ficaram do Uno véio de guerra.
PS: Também compartilho da saudade.
Escrito por mascavinhas às 17h27
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Sobre o 2 a 1 de ontem
Está bem que não são de se jogar fora uma vitória no “clássico vovô”, um gol decisivo aos 45 do 2º tempo, as esperanças vivas – ainda que miúdas – por uma vaga na Libertadores e as duas moscas comidas pelo locutor tricolor José Carlos Araújo (que, talvez por conta da "Casa Polar Tintas com Pê de Pintor", só narrou os gols alvinegros depois que a torcida já gritava a plenos pulmões).
Mas sair do Maracanã e encontrar Nilton Santos, o velho Nilton (relíquia mais valiosa do que a própria estrela do Botafogo), é mais especial do que tudo isso multiplicado por 21.
“Eu estava tranqüilo que a vitória seria nossa, rapaz...”, disse o Enciclopédia, naquele jeito mansinho e sorridente, entre photos e authógraphos. “Quando o Botafogo joga o segundo tempo contra ‘o gol de Ghiggia’, é duro alguém tirar a vitória da gente.”
Amém, amém, amém.
Escrito por mascavinhas às 15h04
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